IGP-M sobe 1,57% em setembro: o que muda para quem aluga um imóvel?

Mercado imobiliário | 30 de setembro de 2026

IGP-M sobe 1,57% em setembro: o que muda para quem aluga um imóvel?

O mercado imobiliário ganhou um novo indicador para ficar de olho. O IGP-M subiu 1,57% em setembro de 2026, após registrar queda de 0,22% em agosto, segundo dados divulgados pelo FGV IBRE.

Com o resultado de setembro, o índice acumula alta de 3,45% em 2026 e de 3,34% nos últimos 12 meses. O resultado pode chamar a atenção principalmente de quem possui contratos de aluguel vinculados ao índice.

Mas o que essa alta representa para quem mora de aluguel, está procurando um flat, studio ou apartamento ou pretende investir em um imóvel?

O que é o IGP-M?

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) e acompanha diferentes componentes de preços da economia.

O indicador ficou conhecido no mercado imobiliário por ser utilizado como referência em diversos contratos de locação. Porém, é importante lembrar que o reajuste de um aluguel depende do que está estabelecido no contrato.

Portanto, a alta de 3,34% acumulada em 12 meses não significa que todos os aluguéis terão automaticamente esse mesmo percentual de reajuste.

Quanto um aluguel de R$ 2 mil poderia representar?

Para entender o impacto de forma simples, imagine um contrato de aluguel de R$ 2.000 cujo reajuste utilize como referência uma variação acumulada de 3,34%.

Em uma simulação matemática, o valor passaria para aproximadamente R$ 2.066,80.

Atenção: este é apenas um exemplo para demonstrar o cálculo. O valor efetivamente aplicado depende do contrato, da data de reajuste e das condições negociadas entre locador e locatário.

O que muda para quem está procurando um imóvel para alugar?

Para quem está pesquisando um novo imóvel, o cenário reforça a importância de analisar não apenas o valor anunciado do aluguel, mas também o custo total da moradia.

Condomínio, IPTU, contas de consumo, estacionamento e eventuais taxas podem fazer uma diferença significativa no orçamento mensal.

Por isso, antes de escolher entre um flat, studio ou apartamento, vale colocar todos os custos na ponta do lápis.

Studios ganham espaço no mercado imobiliário de São Paulo

Enquanto os indicadores econômicos movimentam o mercado, outro fenômeno chama a atenção em São Paulo: o crescimento dos imóveis compactos.

Dados divulgados em setembro mostram que os apartamentos de até 34 m² representaram quase 80% dos lançamentos residenciais da cidade de São Paulo em julho de 2026.

Foram aproximadamente 9,1 mil unidades de até 34 m² entre 11,7 mil imóveis lançados naquele mês.

O segmento também teve forte participação nas vendas: os imóveis de até 34 m² responderam por 64,9% das vendas de unidades novas em São Paulo em julho.

Os números ajudam a mostrar como os imóveis compactos passaram a ocupar uma parcela importante do mercado paulistano.

Por que os imóveis compactos estão ganhando espaço?

O crescimento dos studios e apartamentos compactos está relacionado a diferentes fatores, como localização, preço total do imóvel, mudanças no perfil dos domicílios e regras de ocupação urbana.

Em regiões próximas ao transporte público, por exemplo, imóveis menores podem permitir que moradores estejam próximos de estações, centros empresariais, universidades, restaurantes e outros serviços.

Para algumas pessoas, abrir mão de alguns metros quadrados pode significar conseguir morar em uma região mais conveniente para sua rotina.

Flat, studio ou apartamento: qual escolher?

Não existe uma única opção ideal para todos. A escolha depende do perfil do morador, orçamento, localização desejada e objetivo com o imóvel.

Flat

Flats podem oferecer praticidade e, dependendo do empreendimento, serviços e estrutura que facilitam a rotina de quem busca uma experiência mais prática de moradia.

Studio

Studios normalmente possuem ambientes integrados e uma metragem mais compacta. São uma alternativa para quem prioriza localização, praticidade e facilidade de manutenção.

Apartamento

Apartamentos tradicionais podem oferecer uma divisão maior entre os ambientes e atender melhor quem precisa de mais espaço, seja para morar sozinho, em casal ou com a família.

O que analisar antes de fechar um contrato de aluguel?

Independentemente do tipo de imóvel escolhido, alguns pontos merecem atenção antes da assinatura do contrato:

  • Valor mensal do aluguel;
  • Condomínio;
  • IPTU;
  • Custos com água, energia e outros serviços;
  • Localização e acesso ao transporte público;
  • Estrutura oferecida pelo condomínio ou empreendimento;
  • Regras de reajuste previstas no contrato;
  • Prazo do contrato;
  • Condições para rescisão;
  • Estado de conservação do imóvel.

O que o cenário atual mostra?

O resultado do IGP-M de setembro reforça a importância de acompanhar os indicadores econômicos para quem participa do mercado de locação.

Ao mesmo tempo, o crescimento da participação dos imóveis compactos nos lançamentos e nas vendas mostra que studios e apartamentos de menor metragem continuam tendo forte presença no mercado imobiliário de São Paulo.

Para quem está procurando um imóvel, a análise não deve considerar apenas o preço anunciado. Localização, custos mensais, estrutura, metragem e condições do contrato também fazem parte da decisão.

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Fontes: FGV IBRE e dados de mercado imobiliário divulgados em setembro de 2026.

Importante: esta publicação possui caráter informativo. O reajuste de contratos de aluguel deve ser verificado de acordo com as condições estabelecidas em cada contrato.

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